Big Data na Anestesiologia

Dentro da sala de cirurgia, a anestesia tem objetivos como alívio da dor, relaxamento, hipnose, e segurança do paciente, graças ao uso racional, mas quase mágico de drogas anestésicas. Há pouco tempo a realidade era outra, e tudo era feito a sangue frio, no máximo com a ingestão de álcool ou ópio. Com tempo, observação e insistência, esse ramo da medicina tornou a vida das pessoas mais confortáveis e sobretudo mais segura. Agora a próxima fronteira na anestesiologia é usar o apoio cognitivo através da análise de uma grande massa de dados do momento perioperatório, protocolos e guidelines para controlar o processo; além de armazenar estas informações em um local seguro, promovendo assim a segurança do paciente, incrementando a gestão hospitalar e melhorando a proteção legal de todos os envolvidos. Estamos entrando na era do BigData e Dados do Mundo Real em anestesiologia.

As duas dimensões mais relevantes ao BigData são:

  • Variabilidade: que foca nos picos de dados e que são gerados por eventos específicos, podendo ser difíceis de acesso ou de gerenciamento, ainda mais nas situações de dados não-estruturados.
  • Complexidade: as informações destes dados são obtidas de múltiplas fontes e referências, tornando-se difícil de realizar uma ligação, ou rede de conexão para inseri-los entre os sistemas. Para isso é fundamental a correlação entre estas vinculações múltiplas, para evitar a perda de dados importantes.

Mas trazendo novamente para o universo da Anestesiologia, como poderiamos usar o Big Data para melhorar o fluxo de trabalho do Anestesiologista e a segurança do paciente?

São muitas as possibilidades, mas podemos citar algumas como: previsão de intercorrência cirúrgica, sugestão de fármacos para determinados momentos transoperatórios, alertas  prévios de eventos cardiacos de risco e muito mais. E esse apoio pode ser dado, ao profissional, em tempo real e com a ínfima possibilidade de erro e de evento adverso, pois está baseado em um grande volume de dados. Essa é somente a ponta do Iceberg.

Como já mencionado, a importância do BigData não está em torno da quantidade de dados armazenados, mas sim, do destino dado a eles. Há diversas dimensões para eles: segurança do paciente, diminuição de custos; economia de tempo; desenvolvimento de produções e otimização da oferta; decisões inteligentes e analíticaso

REFERÊNCIAS:
SOFTWARES E SOLUÇÕES DE ANALYTICS -SAS. The power to know. Disponível em: <https://www.sas.com/pt_br/insights/big-data/what-is-big-data.html>. Acesso em: 01 jun. 2019.

Tatiana Martins

Autor:

Tatiana é enfermeira, Mestre em Enfermagem e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC). Sua linha de pesquisa está voltada para a área cirúrgica, enfocando os cuidados preventivos às infecções hospitalares, visando a segurança do paciente.