O Anestesiologista Como Protagonista da Inovação

Uma grata surpresa, dentro do vazio das programações dos canais de TV, hoje, enquanto acompanhava as notícias do dia.

Uma discussão onde um colega médico, cirurgião do aparelho digestivo, explica sobre machine learning, sobre novas tendências na saúde e seus rumos. 

Muito interessante ver um colega imbuído de tal espírito e levando adiante esse pensamento. Ao mesmo tempo, colocando em voga o uso cada vez maior de incisões menores, cirurgia robótica e demais avanços inerentes a área cirúrgica/anestésica.

 

Integração entre monitores multiparamétricos e a ficha anestésica digital.

Em meados de 2020, não temos mais espaço para a celebre frase de “grandes cirurgiões, grandes incisões”. Ao mesmo tempo, nós anestesistas, sem horário em TV, sem a devida explosão de mídia ao redor, já somos protagonistas desta nova era de inovação, praticamente no silencio. Fazemos muitas melhorias e nem sequer temos tempo e “vontade” de expor ao grande publico. 

 

Nós anestesistas, sem horário em TV, sem a devida explosão de mídia ao redor, já somos protagonistas desta nova era de inovação.

 

A tecnologia esta aí para isso. Temos recursos para sairmos do registro “analógico” para o 100% digital. Em nosso hospital, fomos provocados a encontrar solução digital para o registro anestésico. Encontramos a Anestech, vindo assim a conhecer o AxReg. Hoje em dia somos usuários, conselheiros e até desenvolvedores de melhorias juntamente com a equipe da Anestech. 

O aplicativo, que é uma ferramenta em constante evolução (parecido com vinho!!!), não nos fornece apenas dados prontos e somente isso. Existe neste trabalho o que se chama de “melhoria da melhoria”, isto é: hoje tenho ciência de que tenho um número X de anestesias por dia, metade geral e outra metade bloqueios. Mas quais estão dentro das melhores práticas? Quais efetivamente contribuíram para menor incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório?

Dr. Felipe Borges utilizando a ficha Anestésica Digital, AxReg, no seu dia a dia profissional.

Talvez o método mais “moderno” de AVT não seja mais caro quando comparamos a sequência toda de fatos, e não somente um número. Isso é nossa função mostrar ao gestor de nossos hospitais, pois de fato, eles não têm condições técnicas de dizer o que é melhor ou pior para o paciente. Eles têm o custo na sua frente. Cabe a nós mostrarmos e utilizar as melhores técnicas em termos de custo/efetividade, preservando o convenio e hospitais de custos exorbitantes e desnecessários. 


Felipe Borges

Autor:

Felipe Rech Borges é Médico Anestesiologista da Clinica de Anestesiologia e Tratamento da Dor Bento Gonçalves - Hospital Tacchini - Bento Gonçalves - RS

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