O Processo de Cuidar no Século XXI

Enfim, chegamos a uma nova era em que a globalização nos permite uma integração mundial com os conceitos mais modernos de tecnologia e qualidade, e, beneficiando, especialmente, a área de saúde onde a segurança do paciente é fundamental. Graças ao advento de novas tecnologias de comunicação, as relações no mundo estão cada vez mais interligadas, produzindo economia e reduzindo o tempo e as distâncias.

Somos impulsionados pela competitividade, que é um assunto cada vez mais presente. Diante do fluxo crescente de inovações e informações, é difícil para uma instituição de saúde acompanhar a evolução e se posicione bem no mercado utilizando-se apenas de processos tradicionais. Portanto se faz necessário lançar mão dessas inovações, softwares, equipamentos… Nos últimos anos, as empresas têm passado por mudanças importantes relacionadas ao crescimento das ofertas digitais. Surgiram startups que, focadas na promoção de soluções ágeis e inteligentes, têm ditado o ritmo do mercado. E ficar distante desse movimento não é mais uma opção.

E o que falar da sustentabilidade das empresas hospitalares? Ela nos remete a um pensar e agir focados na transformação da nossa realidade, com o objetivo de impactar o futuro de modo positivo e duradouro. 

Até há pouco tempo quase nada disso existia, as pessoas não se preocupavam tanto com a qualidade dos equipamentos e serviços. A segurança do paciente era empírica e só passou a ser seriamente enfatizada pelo Ministério da Saúde, na portaria 529, no ano de 2013, ou seja, há pouco mais de 5 anos! No entanto, podemos inferir que é pouco provável que, mesmo nos primórdios do que seriam serviços de saúde, se assistisse o ser humano sem que houvesse preocupação com a qualidade do resultado deste trabalho.

Desta maneira, o mundo caminha para uma nova realidade organizacional onde o fator diferencial das empresas de sucesso e credibilidade será cada vez mais o uso da criatividade, do conhecimento plenamente mensurável, da qualidade devidamente medida e de ações cada vez mais seguras. Ações empreendedoras na área de saúde devem estar embasadas num plano de negócios bem detalhado, com avaliações constantes, que são necessárias para seguir no caminho certo. Neste mercado competitivo, as empresas de sucesso deverão cada vez mais aumentar a qualidade e a eficiência. Até porque as empresas seguradoras e os órgãos de defesa e de direitos do consumidor estarão cada mais atentos.

Há também os custos da qualidade que são definidos como a quantidade total de dinheiro que uma organização gasta para evitar a má qualidade e garantir que os requisitos dela sejam alcançados. 

Em se tratando de instituições com procedimentos cirúrgicos, o dimensionamento do Centro Cirúrgico é de suma importância. Por um lado, temos que o investimento necessário para construir, equipar e operar uma sala de cirurgias é muito grande. Salas ociosas ocasionam prejuízos significativos. Por outro lado, um número insuficiente de salas dificulta ou impede a vazão da demanda cirúrgica. Ambas as situações podem ocasionar prejuízos significativos, ou financeiros ou na imagem da instituição.

Os sistemas de medição de desempenho constituem importante ferramenta para os gestores no processo de implementação de estratégias e melhorias em geral pelo retorno que os resultados do sistema podem oferecer. De uma forma geral, a medição de desempenho constitui um processo de quantificar a eficiência e a eficácia das atividades por meio de métricas ou indicadores de desempenho. Esse interesse das empresas em medir seu desempenho, vem à luz dos projetos relacionados à qualidade, eficiência, produtividade e custo. Acrescido a tudo isto, devemos somar ao nosso profissionalismo a humanização no atendimento e a empatia em nossas atitudes.

Enfim, somos todos muito gratos com essas transformações que essa nova era nos colocou. Não há mais lugar para o “achismo”, tudo deve ser plenamente medido para que ações de melhorias contínuas foquem na qualidade do atendimento e na segurança do paciente.

A globalização pode ter impactos positivos e negativos sobre a saúde das pessoas e sobre os sistemas de saúde, mas os avanços tecnológicos criam oportunidades, em níveis sem precedentes. As novas tecnologias colaboram imensamente, na medida em que otimizam as ações, salvando um tempo precioso para dedicarmos ao nosso paciente, que é o foco principal de nosso trabalho!

 

– Maria Helena A. Nepote


Maria Helena Aoki Nepote

Autor:

Maria Helena foi Coordenadora de Enfermagem do Bloco Cirúrgico por 27 anos na Fundação Centro Médico de Campinas (até maio/2.018), onde participou ativamente na implantação e certificação dos Programas de Qualidade do CQH e ONA (nível 1, 2 e 3). Possui ampla experiência no Gerenciamento Cirúrgico envolvendo todo o Peri-operatório, com ênfase em Gestão de Qualidade; Gestão de Risco; Gestão e Mapeamento de processos; Gestão de pessoas com ênfase na capacitação técnica na área cirúrgica e Auditoria de gastos e pacotes cirúrgicos.

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