A “Dor do Crescimento” chega para todos?



A dor de crescimento é um termo caracterizado por sintomas sem uma base fisiopatológica conhecida e surge entre os 3 aos 12 anos de uma pessoa. É definida por dor crônica recorrente mais intensa em membros inferiores, bilateralmente, não articular e sem sinais inflamatórios localizados. Trata-se de uma condição benigna, de curso autolimitado, passando após esse período do desenvolvimento

Ela representa nada mais nada menos do que sinais do crescimento em uma fase onde o desenvolvimento é exponencial e escalado

Essa dor do crescimento pode vir também associada a fatores psicológicos e/ou outros fatores não comprovados. Ela não tem meios de prevenção ou cura, mas pode ser amenizada e tratada com terapias alternativas que requerem resiliência física e mental.

A dor do crescimento pode ser uma ótima analogia para explicar uma fase de grande impacto na história de uma empresa. Não podemos evitar ou  prever muitas das consequências de um crescimento exponencial, mas sabemos que é possível trabalhar para que o crescimento sirva de aprendizado constante e fortalecimento da empresa para a próxima fase de sua vida.

Seguindo a analogia, a empresa nasce de algo brilhante com o esforço de uma equipe inicial. Sua fonte de nutrição e oxigênio vêm de investidores anjos ou dos próprios fundadores. A choradeira se inicia com o pagamento de impostos e taxas que nunca irão retornar, e assim segue a empresa, passando por uma série de aprendizados em fases de inocência e ingenuidade que permeiam a promessa de caminhos fáceis relatadas por CEOs que nunca inovaram ou colocaram a mão na massa. Quedas, desvios e joelhos ralados completam essa fase ingênua que logo dá espaço, finalmente, a uma etapa onde a empresa aprende a andar com as próprias pernas e a crescer. Ou seja, ela chega na fase da adolescência e começa a tal dor do crescimento.

É algo inevitável, mas só acontece para aqueles que crescem. É a fase onde se vê tudo que é possível entregar, quando se descobre a força nas negociações e na busca por investimentos mais robustos. Porém ainda com “articulações” frágeis no escalar de um produto, os movimentos são desengonçados não saindo como o esperado, mas são esses movimentos que darão sustentação para o desenvolvimento de um grande atleta que ganha o mercado.

É somente a partir dessa fase de crescimento exponencial que causa certo desconforto interno na empresa que a estrutura se solidifica, o time se dedica com expertise e horas de mentoria, e as fragilidades mentais começam a ser organizadas. Saber lidar com a dor do crescimento, entendendo-a como temporária e absolutamente necessária vai manter você firme na vida adulta da sua empresa, chegando onde os grandes estão. 

O crescimento é o momento onde existe potencial de evoluir. É a hora de investir em uma boa estruturação, pensar com inteligência e perspicácia, organizar o que não está bem para dar espaço para o novo e as oportunidades que ele traz. 

No final tudo se resume a resiliência física e mental.

É, e vemos que a Anestech está se tornando adulta! Crescendo forte depois de tantas dores. 

Referência: FORNI, José Eduardo Nogueira; JALIKHIAN, Wahi. Dor do crescimento. Rev. dor,  São Paulo ,  v. 12, n. 3, p. 261-264,  Sept.  2011.


Patrícia Ilha

Autor:

Enfermeira, Mestre e Doutora em Enfermagem com ênfase em novas tecnologias para saúde. Gerente de Produto e DPO na Anestech. Atua na área de tecnologia e negócios em saúde desde 2012, trabalhando nas áreas de Planejamento Estratégico, Desenvolvimento de Produto e Desenvolvimento de Equipes.

           
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