A importância da Gestão de Dados na Saúde



Com o avanço das plataformas de sistemas de Business Intelligence (BI) e Big Data, muito se tem comentado sobre a importância de gerir dados e indicadores. Afinal, é por meio da análise e do cruzamento de dados que é possível identificar a descoberta de novas condições clínicas, tratamentos e até mesmo prevenção de doenças, como as vacinas

Neste ano de 2020, mais do que qualquer outro, o reconhecimento dos dados em saúde foi fundamental. No entanto, o processo não se exime apenas na identificação dos dados, e sim na importância de gerenciamento dos dados na área da saúde. Gerenciar informações de dados é essencial para obter resultados mais precisos e de qualidade. 

Pensando nisso, e em todo universo das Health Techs, preparamos um conteúdo especial para que você entenda a importância da gestão de dados, seus benefícios e aplicabilidade na área anestésica. Boa leitura, esperamos que goste! 🙂

Mas afinal, você deve estar se perguntando, por que fazer a gestão dos dados na saúde?

Antes disso, precisamos explicar o que são esses “dados”, exatamente.

Dados  são a base para gerarmos informações. Ou seja, eles são como fatos isolados que sem tratamento ou gestão não impactam, nem melhoram, nada, porém quando criamos sistemas que coletam, selecionam e interpretam esses dados geramos informações. As informações servem como base para tomadas de decisão, controle e organização de quaisquer áreas de trabalho. 

A seleção e a maneira como os dados são associados impactam diretamente nos valores e nos pressupostos que direcionam a nossa visão de mundo – o modo de ver e até mesmo de reconhecer uma situação.

Em 2018 foi realizada uma pesquisa que revelou o grande interesse das instituições privadas de saúde. 

Segundo o estudo, 73% das empresas de saúde pretendem investir em BIs, já que sem tecnologias para gestão dos dados não será possível tornar útil e potente as informações geradas. Sem gestão, essas informações poderiam se perder por falta de controle, organização ou armazenamento. 

Para se obter uma gestão completa, os CIOs (Chief Information Officer) de hospitais buscam investimentos em soluções digitais com intuito de melhorar a eficácia dos processos e principalmente a segurança dos pacientes

Por conta de toda esta procura e somado à realidade histórica que estamos enfrentando (COVID-19, TELEMEDICINA, LGPD) a obtenção de sistemas que viabilizem a gestão de dados se torna diferencial entres as esferas de saúde. Ter conhecimento sobre análise, armazenamento, cruzamento, associação de um volume crescente de dados faz da gestão de dados essa busca pela qualidade das informações.

Outro ponto importante está relacionado aos dados gerenciais dos sistemas de informação que recobrem informações nos serviços de saúde sobre os usuários e todo histórico de atendimento realizado, ainda que estes dados não possuam uma rede integralizada para viabilizar a qualidade e acessibilidade a eles, principalmente entre os sistemas públicos e privados, impactando diretamente na assistência em saúde.

Quando o volume de dados se torna significativo, é preciso que se busque técnicas para armazenamento e análise, o que dá-se o nome de gestão de dados. É  através deste atributo que é possível transformar dados brutos em informações que podem determinar uma ação planejada, uma mudança de condutas assistenciais e de gerenciamento de fluxos e processos. A gestão dos dados viabiliza a unificação de informações minuciosas dos pacientes, como dados de identificação do perfil, das condições de saúde, do histórico e das avaliações dos profissionais da equipe de saúde.

Ampliando a gestão de dados, não apenas para análise clínica individual, e integrando o uso de tecnologia avançada, é possível a identificação de doenças mais comuns em determinado estado, estudos com fármacos em métodos de corte que apresentem melhores resultados, além de identificar intercorrências e urgências em saúde a serem solucionadas de maneira rápida.

Quais os benefícios da gestão de dados?

Bom, é através deste controle que ganhamos precisão nos tratamentos; diminuição de custos e perdas e assertividade no planejamento de ações preventivas. A partir das características levantadas se somam a qualidade da assistência, proporcionado perspectivas atraentes aos pacientes, aos profissionais e aos gestores em saúde

Porém, isso somente é possível com o auxílio de tecnologia. O volume de dados obtidos em hospitais e clínicas chegou a um patamar onde para que a gestão de dados possa ser obtida de maneira segura e rápida o caminho mais indicado é com o uso de sistemas, aplicativos e softwares integrados aos sistemas internos e com autonomia de análise.

Aqui na Anestech tratamos os dados como mina de ouro. É a partir deles que encontramos soluções, gerimos melhor nossos recursos e conseguimos definir planejamentos com a segurança que uma base de dados transformada em informações nos possibilita. 

Por isso, toda nossa luta é na construção de um setor de saúde onde exista forte gestão de dados, e que esses sirvam para gerar melhoria de custos e em processos, atendimento e procedimentos. 

E os seus dados, anestesiologista, para onde vão? 

Servem para preencher uma folha de papel ou para garantir um acompanhamento efetivo do paciente, uma remuneração adequada, e segurança para você, o gestor hospitalar, a equipe de assistência e ao paciente?


Tatiana Martins

Autor:

Tatiana é enfermeira, Mestre em Enfermagem e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC). Sua linha de pesquisa está voltada para a área cirúrgica, enfocando os cuidados preventivos às infecções hospitalares, visando a segurança do paciente.

           
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