A Nova Fronteira da Anestesiologia

A Nova Fronteira da Anestesiologia

Qual é a nova fronteira na Anestesiologia?

A Anestesiologia tem passado por quatro grandes etapas na sua evolução: empirismo mecânico, automatização industrial, automatização eletrônica e digitalização; sendo esta última a mais abrangente e fascinante de todas.

 

A digitalização em Anestesiologia é muito mais que a simples superação das limitações da coleta de dados analógicos, pois implica a possibilidade de coletar e integrar quantidades massivas de dados de natureza e origem diversas. Esta enorme massa de dados digitais, o Big Data, é definida por cinco características essenciais que são: Volume, Velocidade, Variedade, Veracidade e Valor. Assim consegue-se somar dados obtidos dos prontuários eletrônicos institucionais, monitoramento perioperatório, Internet das coisas (wearables por exemplo), com potencial para aplicação de Inteligência artificial e machine learning, e em combinação com a genômica realizar uma análise exaustiva que permita predizer reações, respostas e eventos difíceis de caracterizar e prever sem detecção de padrões peculiares infrequentes e sutis.

 

Seria isto ficção? Não, já está começando a acontecer. Do outro lado da fronteira ainda fica o sonho ambicioso da personalização dos procedimentos segundo os perfis genéticos dos pacientes, com predições, intervenções e ajustes em tempo real que atenuem ao mínimo eventos indesejáveis.

 

Na Anestech nós estamos trabalhando constantemente para integrar, rastrear e analisar os dados produzidos pelos anestesiologistas latino-americanos, melhorando o seu fluxo de trabalho e com foco em aumentar a segurança dos pacientes, melhorar a gestão hospitalar e promover uma maior proteção legal a todos os envolvidos no momento perioperatório.

Liem VGB, Hoeks SE, van Lier F, de Graaff JC. What we can learn from Big Data about factors influencing perioperative outcome. Curr Opin Anaesthesiol. 2018 Dec;31(6):723-731.