E VOCÊ, TEM HIGIENIZADO AS MÃOS?

Você sabia que atualmente programas que enfocam na segurança do cuidado ao paciente em serviços hospitalares tratam como prioridade a prática de higienização das mãos pelos profissionais. Um exemplo é a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, firmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A parceria entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a OPAS/OMS favorece o desenvolvimento de medidas que promovam a segurança do paciente, baseada em evidências e boas práticas. O primeiro Desafio Global de Segurança do Paciente, por exemplo, tem como objetivo a higienização das mãos.

Ainda que essa prática seja a forma mais importante e reconhecida por longa data para prevenção e controle de infecções hospitalares, na prática por incrível que pareça, acaba sendo uma tarefa complexa e difícil. Pesquisas nesta temática avaliam que a adesão dos profissionais a essa ação é insuficiente durante a rotina de trabalho. Por isso é fundamental uma atenção diferenciada dos gestores, administradores dos serviços de saúde e também educadores para incentivar e sensibilizar os profissionais da saúde, com consciência e responsabilidade para prover a segurança do paciente e qualidade da atenção prestada.

Conceitualmente a rotina é uma prática de assepsia que remove a microbiota temporária e residente das mãos quando friccionadas e/ou escovadas com produtos adequados. Como medida de controle de infecção, não é considerada uma recomendação recente, e na assistência deve ser realizada nos seguintes momentos:
– Antes e depois de qualquer cuidado com o cliente;
– Ao verificar sujeira visível nas mãos;
– Após a utilização do banheiro;
– Após tossir, espirrar, ou assoar o nariz;
– Ao término do dia de trabalho.

Fonte: ANVISA, 2007.

Outras pesquisas apontam o uso de indicadores para avaliação da conformidade que permite quantificar a taxa de higienização das mãos dos profissionais. Ainda que possuam uma adequada infraestrutura na instituição pesquisada, apresenta déficit na adesão, que mesmo com o conhecimento dos momentos em que a prática deve ocorrer e a importância dela, não é identificado frequência significativa com a prática. Um dos fatores citados pelos profissionais é a pressa e a falta de tempo. No que tange aos indicadores, temos elucidado dois:

– Indicadores obrigatório:
a)  Consumo de preparação alcoólica para as mãos: monitoramento do volume de preparação alcoólica para as mãos utilizado para cada 1.000 pacientes-dia.
b)  Consumo de sabonete: monitoramento do volume de sabonete líquido associado ou não a antisséptico utilizado para cada 1.000 pacientes-dia.

– Indicador recomendável:
c) Percentual (%) de adesão: número de ações de higiene das mãos realizados pelos profissionais de saúde divididos pelo número de oportunidades ocorridas para higiene das mãos, multiplicado por 100.

Um outro estudo realizado por alunos da medicina e da enfermagem aponta o reconhecimento da prática na prevenção de infecção hospitalar, mas há uma baixa adesão e muitas vezes a não realização; e um dos itens referidos é a falta de materiais como sabonetes e papel toalha, sendo o principal obstáculo (GARCIA., et al, 2013).

A oferta de produtos com qualidade para higienização das mãos, além de promover segurança para o profissional e paciente, pode ser traduzida por satisfação e incentivo ao seu comprometimento.

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REFERÊNCIAS

ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higienização das mãos em serviços de saúde/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária.– Brasília : Anvisa, 2009. Disponível em: <file:///Users/tatianamartins/Downloads/Manual_de_Referncia_Tcnica.pdf>.

ANVISA. Segurança do paciente em serviços de saúde: higienização das mãos. 2009. Disponível em: <file:///Users/tatianamartins/Downloads/seguranca_paciente_servicos_saude_higienizacao_maos_verde.pdf>.

ANVISA. Higienização das mãos em serviços de saúde/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: Anvisa, 2007.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria nº 2.616/MS/GM, de 12 de maio de 1998. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/legis/portarias/2616_98.htm>. Acesso em: 12 nov. 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. PROTOCOLO PARA A PRÁTICA DE HIGIENE DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE. Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente.2013.

Garcia SD, Gil RB, Laus AM et al. Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(5):1342-8, maio., 2013. Disponível em: <file:///Users/tatianamartins/Downloads/11618-27183-1-PB.pdf>.

Santos TCR, Roseira CE, Piai-Morais TH, Figueiredo RM. Higienização das mãos em ambiente hospitalar: uso de indicadores de conformidade. Ver Gaúcha Enferm. 2014 mar;35(1):70-77. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/1983-1447.2014.01.40930>.


Tatiana Martins

Autor:

Tatiana é enfermeira, Mestre em Enfermagem e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC). Sua linha de pesquisa está voltada para a área cirúrgica, enfocando os cuidados preventivos às infecções hospitalares, visando a segurança do paciente.

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