Integração Hospitalar: Primeiros Passos

Integrar informações de setores hospitalares é um desafio que, em algumas instituições, têm sido superado com o passar dos anos e com a evolução da tecnologia. No entanto, estas integrações ainda podem levar bastante tempo para serem implementadas, trazendo consigo um alto custo e diversos gargalos. O principal gargalo é o próprio centro cirúrgico, que dificilmente é integrado às demais áreas, mesmo sendo um centro de rendimento responsável sozinho por 40% do consumo de insumos hospitalares. É peculiar que um dos setores mais importantes dos hospitais não esteja conversando com os demais setores de uma instituição.

 

De cara é possível identificar um ponto importante: A maioria dos centros cirúrgicos não possuem infra-estrutura de conectividade de rede, o que dificulta com que os equipamentos eletrônicos fiquem online. Para integrar este setor aos sistemas que gerenciam as demais áreas de uma instituição hospitalar, o primeiro passo é criar esta infra-estrutura, e logo após, motivar os profissionais deste setor, que tem um alto estresse em suas funções, a alterarem em seus processos de documentação para meios digitais que ofereçam melhorias em seu fluxo de trabalho. 

 

O mais completo documento de prontuário clínico do hospital é o registro anestésico, o qual contém informações anotadas minuto a minuto por um profissional altamente capacitado, o anestesiologista. No Brasil este grande volume de dados, 98,2% das instituições, não está integrado aos sistemas de gestão hospitalar e prontuário eletrônico do paciente, e o principal motivo é a não digitalização da documentação utilizada. Com a digitalização da experiência do profissional e não apenas desta documentação, abre-se um leque de possibilidades para que sejam desenvolvidas novas integrações onde todos os equipamentos utilizados dentro de uma sala cirúrgica podem estar se comunicando com o HIS (Hospital Information System) através da ficha anestésica digital.

 

Na prática:

Umas das principais dificuldades encontradas no desenvolvimento de uma integração é a identificação do paciente. É extremamente importante que as instituições adotem como obrigatórios os números de prontuário e atendimento em seus processos, pois isso garante segurança e integridade nos dados integrados.

 

Outro ponto importante é a definição de um fluxo de integração, e isso se define baseado na arquitetura dos sistemas envolvidos. Lembre-se que nem todos os sistemas podem estar aptos a uma integração mais moderna, logo, os servidores de integração precisam ser flexíveis para atenderem sistemas legados, partindo do ponto em que um sistema deverá conversar com outros diversos que fazem a mesma coisa de forma diferente e individual.

 

A principal dificuldade, no geral, tem sido integrar com grandes empresas do setor. Este ramo envolve bastante burocracia e sistemas mais robustos impedem a agilidade no desenvolvimento. Somado a isso na realidade, integrações com grandes players requerem mais boa vontade do que um desafio tecnológico propriamente dito.

 

A Anestech tem como objetivo integrar todos os equipamentos utilizados em centros cirúrgicos com inteligência, velocidade e agilidade. Evoluir o processo de integrações no centro cirúrgico é garantir agilidade nos seus processos e, principalmente, garantir cirurgias mais seguras.


Edilberto Ramos

Autor:

Edilberto Ramos, é desenvolvedor iOS pelo ADA (Apple Developer Academy), Manaus. Atua como gerente de desenvolvimento e integrações na Anestech Innovation Rising.

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