Segurança do Paciente e o uso de tablets na assistência



“First do not harm” (primeiro não danifique) foi o objetivo sugerido no primeiro encontro entre representantes que constituíram a Aliança Mundial para Segurança do Paciente, em Washington, Distrito de Colúmbia, no ano de 2004.t

A partir do encontro, a busca por melhorias na segurança do paciente e na qualidade da assistência à saúde recebeu destaque e atenção global. A Organização Mundial da Saúde (OMS), juntamente com países membros, verificou que ocorrem incidentes com dezenas de milhares de pessoas todos os anos e em diversos países. Por conta disso, desde o ano 2000, uma de suas preocupações é a qualidade dos serviços de saúde.

A garantia da qualidade dos serviços de saúde visa à diminuição e ao controle de riscos aos quais o paciente será submetido. Desse modo, um conjunto de ações complementares são essenciais para identificar precocemente a ocorrência de situações que possam causar impacto na segurança do paciente, reduzindo os danos e evitando riscos futuros.

Novas tecnologias em saúde aparecem para enfatizar a necessidade da atualização e do aperfeiçoamento de profissionais e instituições, com o intuito de congregar as suas ações sob o uso de equipamentos tecnológicos para diminuir a ocorrência dos incidentes. O registro digital das informações dos procedimentos anestésicos, por exemplo, promove a implementação de condutas baseadas em evidências.

Entre os compromissos da OMS e da própria Aliança Mundial para a Segurança do Paciente destacam-se o desenvolvimento de valores que apontem para a melhoria da comunicação, transparência das informações, qualidade e padronização dos registros e avaliações do paciente através da transformação digital

A segurança do paciente tornou-se mundialmente um campo de trabalho multidisciplinar, em que se encontram os esforços de profissionais da saúde, juristas e gestores que trabalham para que obtenham progressos na disseminação de uma cultura de qualidade e prevenção de erros.

Quando se trata de proteção contra situações que coloquem em risco os bens essenciais à vida, o direito é considerado mecanismo central no desenvolvimento e implementação de ações de cuidado em saúde com qualidade e segurança.

Porém, são poucos os países que possuem leis específicas sobre a qualidade dos serviços de saúde e a segurança do paciente. Apesar de não serem específicas sobre estas questões, preveem de forma genérica. Em Portugal, mesmo não existindo uma lei exclusiva, nos termos do Decreto-Lei n. 124/2011, de 29 de dezembro de 2011 , que aprovou a Lei Orgânica do MS, a direção geral da saúde, buscou promover o desenvolvimento, implementação, coordenação e avaliação dos equipamentos tecnológicos, atividades e programas de melhoria contínua na qualidade clínica e organizacional das instituições de saúde.

A garantia e certificação de uma assistência qualificada estão voltadas também para um contexto multifacetado que envolve diversos processos assistenciais, variando na complexidade e na demanda de distintos recursos. Através disto, os profissionais de saúde têm papel fundamental na promoção da segurança do paciente, pois coordenam, implementam e avaliam o cuidado prestado pela equipe ao paciente, oferecendo qualidade no serviço através de ferramentas e plataformas digitais.

Uma preocupação com a qualidade do atendimento implica em um serviço diferenciado que remete à garantia da assistência prestada. E para esta entrega com excelência, cada vez mais tem se buscado associar as tecnologias aplicadas à saúde, sob o uso de equipamentos como os próprios tablets para registros de dados e informações das condições clínicas, principalmente no período perioperatório, em que cada etapa é fundamental para o acompanhamento na recuperação e reabilitação do paciente assistido. Ainda, como diferencial, o uso de tablets viabiliza a integração de dados durante todo o atendimento do paciente, desde o pré-operatório até sua alta hospitalar com dados da consulta pré anestésica, da internação, da sala de recuperação pós anestésica e até mesmo da alta hospitalar.

 A segurança do paciente tem sido crescente e de relevância nos serviços de saúde. Com o elevado índice de erros acometidos que poderiam ser prevenidos, aumenta o período de internação, e ainda, pode causar diversos danos além de colaborar com o aumento dos custos hospitalares. Desta forma, sabe-se que o método mais comum para se medir esta segurança é por meio de registros digitais, que facilitam o acesso aos dados e relatórios. Além disso, são importantes para verificar, analisar e identificar a segurança através de indicadores de segurança do paciente coletados a partir de dados administrativos e assistenciais.

A utilização destes novos recursos tecnológicos vem crescendo nos serviços de saúde, no Brasil e no mundo, por canalizarem o desenvolvimento de condutas terapêuticas a aplicabilidade de ações com novos tratamentos, intervenções as condições clínicas.

Para qualificar e tornar o registro ainda mais seguro e completo, aplicativos móveis estão sendo desenvolvidos, tendo em vista a viabilidade de acesso, avaliação rigorosa e custo-benefício. Por meio dessas tecnologias, a equipe de assistência, especificamente na área perioperatória, pode ter acesso rápido às informações do paciente que sofre de comorbidades. Já para os profissionais da saúde, com o uso dos equipamentos tecnológicos é possível obter informações imediatas melhorar o controle e a qualidade assistencial ao paciente e seus dados.

 

Para a Anestech, a segurança do paciente é um dos pilares que sustentam o desenvolvimento e as melhorias das nossas soluções. 

A mobilidade do uso de tablets somada à integração em diferentes monitores e aparelhos utilizados no perioperatório trazem um cenário novo, porém assertivo para anestesiologistas, gestores hospitalares e, principalmente, para o paciente. 


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Referências:

 

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Boletim Informativo- segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde. Brasília, jan-jul de 2011. 

 

BOPSIN, P. S.; RIBAS, E. O.; SOUZA, A. B. Prevenção e tratamento de lesões cutâneos no contexto assistencial: condições para a qualidade em saúde e segurança do paciente. In: TRISTÃO, F. S. A. T.; PADILHA, M. A. S.  Prevenção e tratamento de lesões de pele: perspectivas para o cuidado. Porto Alegre. Editora Moriá, 2018. 471p.

 

FARIA, P. L.; MOREIRA P. S.; PINTO L. S. Direito e Segurança do Paciente. In: MENDES, P. S. W. (Org). Segurança do paciente: conhecendo os riscos nas organizações de saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2013. 452p.

 

INOUE, K. C.; MATSUDA, L. M. Segurança do Paciente: abordando um antigo problema. Cienc Cuid Saude., v. 12, n. 2, pp. 208-9, 2013.

 

MARTINS, Tatiana. Fatores de risco associados à infecção do sítio cirúrgico em pacientes submetidos a cirurgias potencialmente contaminadas: subsídios para a segurança do paciente. 2015. 233p. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

 

WACHTER, R. M. Compreendendo a segurança do paciente. São Paulo: Artmed, 2013. 319p.

Tatiana Martins

Autor:

Tatiana é enfermeira, Mestre em Enfermagem e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC). Sua linha de pesquisa está voltada para a área cirúrgica, enfocando os cuidados preventivos às infecções hospitalares, visando a segurança do paciente.