Retomada das Cirurgias eletivas e a produtividade do Centro Cirúrgico – Estratégias e soluções



As cirurgias eletivas são aquelas intervenções previamente agendadas e programadas. Nesta condição, o pré-operatório é completo, incluindo a consulta pré anestésica, exames de laboratório e de imageamento, avaliação clínica, preparo cirúrgico quando necessário.

A pandemia provocada pela SARS-CoV-2, dentre todas as consequências, a maior delas e a mais impactada no serviço de saúde foi a suspensão destas cirurgias, tendo em vista a prioridade nos atendimentos e toda reformulação na assistência em saúde em todo os setores.

Prevê-se que esta suspensão cirúrgica trará prejuízos para a saúde pública do Brasil, uma condição é o próprio medo e insegurança dos próprios pacientes de irem até o hospital e se contaminarem pelo coronavírus, fazendo com que muitas vezes ignorem ou minimizem os sintomas importantes e sinais de alerta para doenças graves por serem submetidos a um procedimento cirúrgico.

Alguns estados desenvolveram um documento com orientações para a retomada das cirurgias eletivas com adoção de medidas para minimização de riscos de transmissão da COVID-19 aos pacientes e aos profissionais da saúde, certificando uma resolubilidade da demanda reprimida e fluxo hospitalar.

No entanto, é aconselhável que as Instituições Hospitalares criem seus protocolos específicos conforme sua realidade, mas que sejam baseados nestas recomendações técnicas científicas atualizadas para prevenção e controle da transmissão da doença, sendo disponibilizados para análise e avaliação da Vigilância Sanitária de Saúde.

Diante desta vivência, a equipe anestésica também foi diretamente impactada e para isso a Anestech realizou o levantamento de algumas possíveis soluções de entrega e melhorias para esta retomada:

Para isso, algumas recomendações são essenciais no planejamento de ações para retomada cirúrgica e anestésica:

  1. Considere ferramentas colaborativas para acesso e trabalho remoto;

     

  2. Prepare sua infraestrutura para novos padrões de assistência e de rotina de trabalho, avaliando padrões de segurança, automatização, considerando os parceiros, fornecedores e concorrentes;

     

  3. Faça uso de um Dashboard de dados e alertas em tempo real para atendimento aos diversos níveis de atendimentos (níveis primários, secundários e terciários);

     

  4. Desenvolva canais digitais de comunicação com equipe e pacientes, o que pode ser essencial em um cenário de quarentena institucionalizada e de proibição de funcionamento de estabelecimentos físicos, como por exemplo a telemedicina;

     

  5. Ative um Plano de Recuperação de Desastres garantindo que as aplicações e dados estejam operacionais, automatizados e digitalizados;

Tecnologia para novos padrões assistenciais, gerenciais na área anestésica

Nossa equipe pode ajudar sua Instituição/Grupo com estratégias para lidar com este momento no qual a Pandemia impôs restrições à intervenções eletivas, requerendo fortalecer urgentemente a retomada e o preparo do Centro Cirúrgico (CC) nesta recuperação.

No âmbito tecnológico em saúde, é preciso priorizar as necessidades de curto prazo, mas também pensar na fase de recuperação, com a estruturação de mecanismos perenes de infraestrutura, materiais e insumos.

Para isso, podemos analisar estes dados com um Dashboard a perspectiva de Automatizar e modernizar a assistência anestésica e ajudar a racionalizar seus relatórios de registros anestésicos com enfoque também para a Gestão Hospitalar.

Além disso, apoiamos a gestão e prevenção a riscos no ambiente hospitalar, ambulatorial e clínico, especialmente neste momento em que sua Instituição/Grupo precisa adotar ou intensificar o trabalho virtual e digitalizado, ampliando o uso de ferramentas tecnológicas, compartilhando cada vez mais informações confidenciais em canais online e passando a controlar progressivamente as suas operações nesse novo modelo, com toda segurança de dados.

Para isso, deixamos para você algumas dicas chaves e fundamentais para esta retomada:

  1. Mantenha uma comunicação direta com a equipe interprofissional;

     

  2. Entre em contato com os cirurgiões individualmente e de forma pessoal;

     

  3. Construa um plano de ações em conjunto com todos os envolvidos;

     

  4. Verifique a disponibilidade e funcionamento dos equipamentos hospitalares;

     

  5. Realize simulações de mapas cirúrgicos dinâmicos;

     

  6. Identifique as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças;

     

  7. Estabeleça rotinas ágeis em conjunto com a equipe de Anestesiologistas;

     

  8. Mapeie a dinâmica de fármacos e estabeleça rotinas para otimizar seu consumo;

     

  9. Frise a necessidade de uso de EPIS e rotinas de segurança;

     

  10. Use a tecnologia para otimizar, medir e gerenciar seu centro cirúrgico.

A retomada para as atividades com segurança na assistência e operacional significa oferecer ferramentas e subsídios aos procedimentos que minimizem os riscos de contaminação da COVID19.

Para isso, a Anestech realizou um levantamento de estratégias e ações realizadas pelas Instituições e Grupos de Anestesiologistas parceiros, unindo a experiência na gestão cirúrgica e anestésica.

No link abaixo você terá acesso a alguns relatos e situações vivenciadas por Instituições parceiras e clientes ao enfrentamento da Pandemia. 

Acesse e saiba mais, afinal muitas das situações enfrentadas podem se assemelhar a sua! E para isso trouxemos algumas soluções e estratégias:


Tatiana Martins

Autor:

Tatiana é enfermeira, Mestre em Enfermagem e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC). Sua linha de pesquisa está voltada para a área cirúrgica, enfocando os cuidados preventivos às infecções hospitalares, visando a segurança do paciente.

           
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